sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E que minha loucura seja perdoada.

Não deveria se discutir loucura. É enxugar gelo, discutir sobre cor de escova de dente ou time de futebol. Cada um na sua, melhor assim. Mas nada impede de discorrer sobre um assunto tão interessante.

Sinceramente, o dicionário cristaliza a palavra. Loucura não é algo tão palpável como o Aurélio sinaliza. Loucura é fluido demais. Loucura é subjetividade, é de uma multiplicidade absurda de significados.

A loucura patológica pode sim ser ruim. Mas a loucura figurada pode ser deliciosa.

Há momentos em que ser chamado de louco é praticamente um elogio. Tem horas em que loucura não assume seu sentido, vira catacrese, neologismo... Loucura é de mil e uma utilidades.
Louco pode ser corajoso, bondoso demais, estúpido. Pode ser adjetivo ou um nome carinhoso.

Loucura... Soa como se fosse muito fácil de entender. Não é. Nunca foi. Eu não consigo alcançar seu significado.


Vivos vácuos


É um ciclo vicioso
Um quase nada
Um sólido vazio
Onde era pra haver recheio

Uma boca fechada
Que jura em silêncio
Mil palavras vãs
E complexos e falhas
Que arregalam os olhos
Profundos e frios

Um giro mortal
Um tiro fatal
Que não atinge uma célula sequer
Mas perfura o peito
E acha nas veias
Um refúgio morno

Vem correndo invisível
Levado pelo vento
Que carrega as folhas secas

As flores murchas do meu jardim
Saúdam sua liberdade

Esse Nada flutua sorri
Afeta a expressão não-demonstrada
Mas corre corre
Nessa história mal contada.

(Luisa Iva Maia Forte)


Parei de pensar. Dizem que pensar demais enlouquece.

Ponto final.
Beijos para todos os loucos que perdem seu tempo por aqui.



2 comentários:

Thiago disse...

Haha! Sua louca! Até parece que fez a prova da UFRJ! hehe!
Ficou otimo, como sempre!

Bia disse...

hauahauahauahauahua.
realmente!
vc fez a prova da ufrj??
daria uma ótima redação. ;P~

Lú, suas poesias estão cada vez mais fodas. ;O

quero rascunhos *-*
vou vendê-los por milhões daqui a alguns anos. ;P