Não sei bem de ti, meu amor,
Nem de mim sei bem.
Sei tão pouco do mundo
Que dele nem sei se faço parte.
E do mundo alheio,
Alheio a ti estou.
Sei tão pouco de ti
Que em ti não sou.
Sei tão pouco das cores
Que me sinto cinza.
Da luz também não sei, amor
E te amo no escuro,
Assim, sem poder mostrar-me.
Sei tão pouco da vida
Que nem sei se vivi dela o bastante
Ou se ainda me resta algum fio da linha do tempo.
Não sei se faço parte
Ou se sou inteiro.
Não aprendi a contar histórias, nem estrelas.
Só sei que sou velho.
Isso as rugas me contaram.
Luisa Iva
em 24/06/2010
Reflitam.
E...
ponto final.